Site Globo.com, novela Salve Jorge

Na casa de Farid (Jandira Martini), Adam conta que tem certeza de que viu Morena na caverna. Zyah fica preocupado, achando que o garçom pode contar essa história para Russo(Adriano Garib). “Não fale mais: era uma sombra. Pronto! E olhe: se você for contar essa historia lá naquela boate, vão achar que você é doido! Não vai ser nada bom pra você”, diz o guia, colocando uma pilha.

 

Será que Adam vai conseguir ficar quieto? Não perca a cena, que vai ao ar na segunda, 11 de março

Entrevista Rio no Teatro

Natural do Rio de Janeiro, Duda Ribeiro foi criado na charmosa cidade de São Pedro da Aldeia. O ator e escritor revela ao Rio No Teatro como foram seus primeiros passos na carreira e comemora o sucesso do personagem “Adam” da novela global Salve Jorge. Duda é o exemplo na vida real do ator que é escolhido pela arte.

“Surfista e estudante de engenharia. Sempre fui um apreciador da arte, sempre indo ao teatro, até que o Tablado, aquele templo mágico, me chamou.  Logo fiz uma peça depois da outra. Hoje 35 espetáculos depois do outro descobri que foi um chamado e eu aceitei. Graças a Deus e aos deuses”, conta o ator.

Quando questionado sobre qual trabalho  que sente mais saudade, Duda mostra o carinho que tem por cada uma de suas lembranças cênicas.

“Todos os trabalhos tem sua importância. Guardados em fotos, cartazes e principalmente na memória. Todos te levam a algum lugar mágico, de conhecimento individual e principalmente do coletivo. A beleza de se fazer teatro é descobrir que a gente nada sabe”, revela.

 

Dos palcos para a TV. O ator  de Salve Jorge, destaca o quanto é interessante o resultado da construção de seus personagens na  novela que está em horário nobre e relembra também dos tempos  de “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”. Duda conta como entrou para o universo da TV.

 

“Comecei a fazer TV na antiga TV Búzios. Era uma emissora que só passava na região dos Lagos e por lá fiz milhares de trabalhos, inclusive como produtor e roteirista. Até que conheci a Daneila Perez. Ela foi trabalhar comigo em um dos trabalhos, ficamos amigos e ela mostrou o meu material para a mãe. Surgiu, então, o convite para fazer Barriga de Aluguel.”, ressalta.

 

Sobre o crescimento de sua personagem no folhetim global Duda comemora: “Vejo com um sorriso nos lábios. Vejo como um presente e merecimento. E acima de tudo um agradecimento por confiarem em mim.”.

 

E para quem acha que Duda está pensando apenas em TV, se engana. O ator está com muitas novidades, e em breve será possível ver seu nome em muitos créditos no teatro e no Cinema.

 

“No teatro quero colocar um monólogo que escrevi com o Saulo Aride, chamado Ele, em cartaz. Estamos em fase de produção. No cinema acontecerá dois lançamentos: O Concurso Público e As fantásticas histórias de um capitão.

 

Tenho um roteiro que escrevi com a Claudia Medeiros e o Rik Nogueira, chamado “AMIGAS”, que está no processo de captação. Luana Piovani será a estrela do filme

 

Estou escrevendo um novo roteiro, mas por enquanto não posso divulgar, mas todos saberão em breve. Falta pequenos detalhes” revela com exclusividade ao Rio No Teatro.

 

Conhecido pela simplicidade e simpatia, Duda Ribeiro encerra nossa entrevista deixando um recado para seus fãs: “Não, tenho fãs… tenho amigos queridos, virtuais, longínquos, que me acompanham e me querem bem. Um recado para vocês: Sejam felizes, amem a vida, agradeçam por tudo de bom ou de difícil. O Universo lhe agradecerá.”.

 

entrevista Jornal Extra

Não soa nem um pouco clichê ouvir Duda Ribeiro afirmar que “Salve Jorge” é um presente. Das mãos de Gloria Perez, amiga de mais de 20 anos, o ator recebeu sua primeira novela após ter se submetido a um transplante de fígado, há dois anos, devido a um câncer. E conta que a autora foi um incentivo para a sua recuperação.

— Quando olho para ela, lembro da sua dor, das suas perdas e que, apesar de tudo, ela continua de pé. Gloria foi um exemplo — constata Duda, de 50 anos, referindo-se ao linfoma que Gloria descobriu após uma cirurgia de retirada da tireoide (2009) e às mortes de seus filhos, Daniella (ex-namorada de Duda), assassinada em 1993, e Rafael — portador da síndrome de Down — em 2002, vítima de infecção intestinal.

O fato é que o intérprete de Adam vê sua presença na trama das nove como a oportunidade seu drama particular auxiliar quem precisa:

— Ainda me dói muito falar sobre isso. Mas se a história chegar a um leito de hospital, fizer uma pessoa que esteja lutando pela vida pensar “Se ele conseguiu, posso também”, terá valido a pena ter contado.

Dois anos de vida

Foram seis cirurgias e sete internações até o transplante, feito em 19 de janeiro de 2011. E ainda teve um susto:

— No dia seguinte, me abriram de novo por causa de uma hemorragia grande. Sinto que acabei de nascer, tenho dois anos de vida — diz Duda, que recebeu o órgão de um rapaz de 17 anos, da cidade de Toledo (PR): — A mãe dele disse: “Não importa para aonde foi, o importante é que meu filho está vivo nele”.

Não ter parado de trabalhar foi fundamental para o ator, que durante a doença filmou “Heleno” e “Assalto ao Banco Central”, além de atuar na peça “Dona Flor”.

— Tinha efeito colateral por causa da quimioterapia. Eu pedia ao contrarregra, no teatro, que ficasse na coxia com um saco plástico porque, ao sair de cena, podia ter vontade de vomitar — conta Duda, que 40 dias depois do transplante, voltou ao espetáculo: — Usava máscara fora de cena, porque a imunidade estava baixa.

Apesar do fígado novo, Duda não pode se descuidar.

— Tenho que tomar remédios imunossupressores a vida inteira, para evitar a rejeição do órgão. Não tenho vida longe de médicos. Faço revisão bimestral. Mas só tenho a agradecer a essa segunda chance — afirma.

Emocionado, o ator conta que fez um relicário em sua casa para colocar tudo o que ganhou das pessoas:

— Foram terços, água benta, pedras energizadas… As pessoas ainda me falam que rezaram muito por mim. Dou um abraço e digo que o resultado da oração está na TV — conta, agradecido.

Pelo visto, a morte nunca passou pela cabeça do carioca, que é pai de Julia, de 13 anos, e Felipe, de 11.

— De jeito nenhum. Fiz um trato com Deus após o transplante. Pedi mais 30 anos. Quando tiver 80, já terei visto meus filhos adultos e meus netos, aí posso ir embora tranquilo — diz Duda, que, separado, sonha com um novo amor: — Sou geminiano, não consigo viver sozinho. Mas não tenho pressa.

Duda Ribeiro com os amigos de infância

 

Duda Ribeiro com os amigos de infância Foto: Reprodução de internet

De mãos dadas com os amigos

Os amigos foram peças importantíssimas na recuperação de Duda. Além dos parceiros do meio artístico, como Marcello Novaes, Eduardo Galvão e Raul Gazolla, o ator tem três companheiros de uma vida.

— Nós nos chamamos de Os Imbatíveis: Lula, Fernando e Márcio. Somos amigos há mais de 40 anos. Nunca me abandonaram. Cuidaram de mim, me deram banho, comida, eu dormia na casa deles quando sentia medo… O trio ainda se reveza nos cuidados comigo e fico grato e sensibilizado por tudo que fazem — emociona-se.

Duda conta que conhece Marcello Novaes há anos e que um dia, na piscina da casa do amigo, o ator profetizou:

— Estava com meu fígado pesando oito quilos, demorando para entrar na água e ele disse: “Você vai ficar bom, cara. Vamos lembrar disso com você recuperado, mergulhando aqui com seus filhos”. E, quando isso aconteceu, ele mandou: “Lembra o que eu tinha falado?”

Marcelo Novaes com os filhos de Duda Ribeiro

 

Marcelo Novaes com os filhos de Duda Ribeiro Foto: Reprodução de internet

Do elenco de “Dona Flor”, Duda não esquece o carinho de Marcelo Faria e cia. Ele também recorda a atenção que recebeu de Rodrigo Santoro no set de “Heleno”:

— Fazia o irmão dele no filme, que tentava tomar conta do jogador. Já nos bastidores, era Rodrigo quem tomava conta de mim.

Duda ressalta ainda a força que ganhou de Pedro Neschiling:

— Ele pediu nas redes sociais doação de sangue para mim. Era carnaval de 2010 e formou-se uma fila gigantesca no hospital.

Leia mais: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/salve-jorge-duda-ribeiro-diz-que-gloria-perez-foi-um-exemplo-na-recuperacao-de-transplante-de-figado-7625865.html#ixzz2MbrnwoE4

Sem Censura

Duda Ribeiro entrevistado por Leda Nagle no programa ‘Sem Censura’, canal TV Brasil, dia 3 de julho de 2011.

O tema para o Duda foi doação e transplante de órgão e como ele fez para dar a volta por cima e estar de volta aos palcos hoje com Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Enviado em Observando Geral às quartas no

HipódromoUP!

 

Revista de Domingo do Jornal O Globo

Anúncio de página inteira na Revista de Domingo do Jornal O Globo • Duda Ribeiro como garoto propaganda da campanha de gás natural, CEG. Isso gerou uma parceria onde Duda escreveu o roteiro da Convenção que aconteceu dia 27 de setembro de 2009 para a empresa.